Estrabismo: conheça as causas e o tratamento

Estrabismo é a doença em que os olhos perdem o seu alinhamento correto. O estrabismo pode se apresentar no indivíduo desde seu nascimento por fatores genéticos, mas também pode ser adquirido ao longo da vida em razão de doenças físicas, como diabetes e doenças neurológicas, por problemas de visão, como hipermetropia em grau elevado, e traumatismos na cabeça ocorridos em acidentes.

Bebês com menos de 4 meses de idade podem apresentar um pequeno desvio nos olhos, por imaturidade nos sistemas visual e cortical, o que resulta em incapacidade de coordenação dos movimentos oculares nas primeiras semanas de vida.

Após essa idade, a existência de qualquer desvio ocular ou o aparecimento de grandes desvios ao nascimento não são fisiológicos, ou seja, são anormais, devendo a criança deve ser encaminhada para exame oftalmológico.

Pessoas que desenvolvem estrabismo em fases avançadas da vida têm como principal sintoma, além do desvio aparente, a diplopia, comumente conhecida como visão dupla, por meio do que se enxerga os objetos em dobro.

A importância de detectar o estrabismo não é somente uma questão estética. Isto porque o estrabismo pode levar a perda da visão em um dos olhos (ambliopia).

 

Tipos de Estrabismo

Conheça, a seguir, os tipos de estrabismo:

Estrabismo convergente ou esotropia: quando o olho é voltado para dentro, ou seja, para o nariz.

Estrabismo divergente ou exotropia: quando o olho é voltado para fora, ou seja, para a orelha.

Estrabismo vertical ou hipertropia: quando o olho é voltado para cima, para testa, ou para baixo, para o lado das bochechas.

 

Além desses tipos, pode haver combinações entre estes, como o estrabismo horizontal e vertical ao mesmo tempo. Por exemplo, o olho ser voltado para cima, porém voltado para o nariz.

Dentre estes tipos, podemos também evidenciar:

Alternante: quando o desvio alterna-se de um olho para o outro (ora o direito, ora o esquerdo).

Intermitente: quando há variação de alinhamento e desvio (ora com desvio, ora sem desvio), ocorrendo com mais frequência nos estrábicos divergentes.

 

Tratamento

Quanto mais cedo for identificado o estrabismo, mais fácil se torna seu tratamento.

O uso dos óculos em alguns casos é o suficiente para corrigir o desvio.

Outra possibilidade é realizar o tratamento com Toxina Botulínica produzida por uma bactéria (o bacilo Clostridium botulinum), neurotoxina que bloqueia a chegada dos impulsos nervosos ao músculo. Assim, quando é aplicada no músculo extrínseco ocular, promove uma paralisia e, consequentemente, o alinhamento do olho.

Para outros casos há a cirurgia de correção por meio da qual é feito um pequeno corte na conjuntiva que envolve o olho para alcançar o músculo responsável pelo movimento do olho e, assim, corrigir o seu posicionamento.

 

Referência:

Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE).

Texto original disponível em http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/o-que-e-estrabismo-.php

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